segunda-feira, 20 de julho de 2009

Halitose piorréia, mau hálito ou bafo tem tratamento e cura

A Doença periodontal, popularmente conhecida como piorréia, caracteriza-se pela destruição do osso que suporta a raiz dos dentes, provocando a queda destes, se não for tratada a tempo. Caracteriza-se pelo enrijecimento, sangramento e retração das gengivas, pelo aspecto de dentes "descarnados" e pelo aparecimento de secreções das gengivas.
Já a halitose, comumente chamada de mau hálito, é um problema que atravessa a história, a cultura, a raça e o sexo. Escritos sobre halitose datam dos tempos dos gregos e romanos. Ensinamentos litúrgicos do médio oriente, datando de quase dois milênios, afirmam que um homem que se casa com uma mulher e, subseqüentemente, descobre que ela tem halitose pode sumariamente se divorciar, sem cumprir as condições do contrato de matrimônio (ketuba). A teologia islâmica acentua a importância do siwak (um palito especial para limpar a boca), incluindo seu uso durante o jejum de Ramadan para prevenir a halitose. Foi dito que o profeta Muhamed expulsou um homem que havia previamente comido alho da mesquita.
Mais recentemente, a história relata que um homem, na mocidade, estava apaixonado por uma senhora bem jovem, mas, por causa da halitose que ela apresentava, acabou se casando com outra. Trinta anos após, ao ouvir conferência sobre halitose, ele confidenciou que, se tivesse escutado o palestrante quando ainda era solteiro, poderia ter se casado com o seu primeiro amor.
Nesses indivíduos, o sangramento gengival pode ocorrer por diversas situações, inclusive durante a alimentação e escovação. Logo, ocorrerá formação constante de coágulos, os quais serão atacados pelos microorganismos. Este fato é o responsável pela halitose de pessoas que ao acordar apresentam hálito muito fétido.
Outra informação pertinente é que a doença periodontal não se manifesta por dor, principalmente em seu estágio inicial, o que torna a visita regular ao consultório ainda mais importante.
Mel Rosemberg, microbiologista da universidade de Tel Aviv, afirma que em adultos, a doença periodontal crônica é uma das maiores causas de halitose. Nas bolsas periodontais há produção de sulfidreto, que dá odor desagradável ao hálito. A terapia periodontal pode aliviar a halitose, nestes casos, pela redução de compostos voláteis contendo enxofre.
Pesquisas recentes da Universidade da Califórnia mostraram que a doença periodontal aumenta a taxa de decomposição salivar, devido ao aumento em número de microorganismos gram-negativos e anaeróbios (bactérias que vivem na ausência de oxigênio).
Estudando pessoas com halitose, o grupo Berg observou que a saliva de pacientes com doença periodontal se putrefaz muito mais rapidamente que a saliva de indivíduos saudáveis. O gás sulfídrico, resultante desse metabolismo anaeróbico, pode ser comparado ao cheiro de ovo choco.
Existem 50 causas de halitose, a doença periodontal é, apenas, uma delas. Assim, há necessidade de avaliação de profissional especializado para diagnóstico de todas as causas e direcionar tratamento específico.
Por que tratar halitose? O mau hálito causa constrangimentos sociais, afetivos e profissionais. A pessoa com halitose sofre discriminação em seu meio, portanto há comprometimento emocional importante em muitos de seus portadores.
O Halimeter® é o aparelho para diagnóstico e ele mensura os gases responsáveis pelo mau hálito. Ao observar a evolução dos estudos sobre a halitose, pode-se perceber como o Halimeter® foi fundamental para o estabelecimento do protocolo de tratamento do mau hálito.
Se você é portador de mau hálito, não se sinta sozinho. Pesquisas recentes indicam que 50 milhões de brasileiros sofrem de halitose crônica. A boa notícia é que tem solução! Quebre esse tabu e procure ajuda do profissional qualificado.
Na definição do dicionário, a saliva nada mais é do que “humor aquoso e um tanto viscoso secretado pelas glândulas salivares, que atua sobre os alimentos para facilitar sua digestão”. Mas, em muitos centros de pesquisa espalhados pelo mundo, a saliva possui significados que vão bem além dessa simples definição.
Em Boston, por exemplo, a saliva vem recebendo nos últimos anos, por parte da NIDCR (National Institute of Dental and Craniofacial Research), agência do governo americano responsável pelo patrimônio de pesquisas relacionadas à odontologia, uma atenção especial.
Segundo professor Frank Oppenheim, do departamento de biologia oral da Universidade de Boston, há 50 milhões de dólares investidos para o diagnóstico de doenças por meio da saliva da saliva. Essa corrida científica para a descoberta de marcadores biológicos na saliva se deve em parte ao desenvolvimento de tecnologia chamada proteômica a qual permite que os pesquisadores detectem proteínas. Com desenvolvimento dessa técnica, já foi descoberto na saliva humana número maior que 800 diferentes proteínas, e muitas delas, são consideradas potenciais marcadores biológicos para doenças sistêmicas e orais.
Em diversas áreas, a saliva já é usada para diagnóstico de diferentes doenças. Doenças como periodontite, halitose, cárie, câncer de boca, úlcera gástrica, hepatite B, hepatite C, Epstein-Barr já foram identificados os marcadores biológicos.
Só nos Estados Unidos existem sete grupos de pesquisas, responsáveis por desenvolver técnicas com intuito do diagnóstico de doenças por meio do exame salivar. A equipe do professor David Walt da Universidade de Tufts, no Estado de Massachusetts, se concentra em usar a saliva com diagnóstico de doenças pulmonares como asma, fibrose cística e também do acompanhamento por meio da saliva de pacientes que necessitam fazer hemodiálise.
A população pode esperar em um futuro próximo, a facilidade de ir a uma farmácia e comprar testes para o diagnóstico e/ou monitoramento de diversas doenças através da saliva.
Tudo indica que exames de sangue serão substituídos por exame salivar. A saliva é um fluido bem mais fácil de ser coletado tanto em crianças, adultos, ou idosos, devido a não necessidade de procedimento clínico mais apurado, como também da presença de pessoas especializadas.
A saliva pode ser considerada a maior responsável pela regulação da microbiota bucal. As glândulas salivares secretam, aproximadamente, um litro e meio de saliva por dia, promovendo a lavagem da mucosa bucal e da superfície dos dentes. No entanto, quando a pessoa está dormindo o fluxo salivar fica significativamente reduzido, favorecendo o aumento numérico de microorganismos, tornando necessário cuidados maiores.
A redução do fluxo salivar, que pode ocorrer por várias razões, provoca muitas mudanças na boca. Em primeiro lugar, a mucosa bucal, principalmente das pessoas mais idosas, pode se desidratar e mais facilmente sofrer traumas. Com a redução do fluxo salivar, ocorrem alterações na microbiota, que também vai aumentar a predisposição a doenças bucais (halitose, doença periodontal, cárie) e sistêmicas (pneumonia, gastrite, tuberculose).
Métodos preventivos são importantes serem observados, tais como: beber pelo menos 2 litros de água diariamente em pequenas porções, fazer exercícios físicos, dieta saudável e rica em alimentos fibrosos (frutas, legumes, vegetais folhosos), mastigar muito bem e degustar os alimentos. Caso os sinais e/ou sintomas de boca seca persistirem há necessidade de tratamento salivar com profissional especializado.
Dr. Elson Simões Reis
Doutorado em Biologia Oral (USC-Bauru)
Concentração Implantologia - Cirugia Oral
Unidade Ipanema - Rio de Janeiro - RJ - Tel: (21) 3717-1797
Unidade Vila Velha - ES - Tel: (27) 3229-0607
Unidade Vitória Apart Hospital - ES Tel: (27) 3338-6164
Mais detalhes, atendimento Salvador - BA; São Luis - MA; Belém - PA, Manaus - AM
Acesso o Instituto do Hálito - http://www.institutodohalito.com.br/

VII Congresso Internacional sobre halitose aconteceu, recentemente, no Marriot Hotel em Chicago - Estados Unidos. O encontro foi organizado pela Faculdade de Medicina Dentária, da Universidade de Ilinois. Mais de trezentos profissionais assistiram aos seminários, vindos de países como Inglaterra, Escócia, Alemanha, Irlanda, Espanha, Portugal, Itália, Holanda, Austrália, Japão, Brasil e Canadá.
No evento, foram representadas várias disciplinas, por exemplo, microbiologia, odontologia, medicina, biologia molecular, química, psicologia e desenvolvimento de equipamentos e produtos. Além disso, foi organizado o Workshop Internacional sobre Halitose na tentativa de mensurar os aspectos quantitativos e qualitativos das espécimes químicas. É muito comum o indivíduo não perceber seu próprio hálito ou cheiro corporal, isso acontece porque o olfato se adapta, rapidamente, a qualquer odor constante, fenômeno conhecido como fadiga olfatória.
A mensuração do hálito emerge como assunto de interesse científico, capaz de atrair a atenção da população.O Halimeter foi o primeiro aparelho desenvolvido para diagnosticar o hálito. Desde o seu lançamento, em 1991, muito contribuiu para a evolução dos estudos sobre halitose e para estabelecer o protocolo de tratamento.
O Fresh Kiss é um medidor portátil do hálito para uso individual. Não indicado para exame clínico, uma vez que a quantificação do problema é limitada e o sensor tem pouca durabilidade para uso rotineiro.
Atualmente, o OralChroma é o instrumento mais moderno e eficaz para diagnosticar o mau hálito. O aparelho foi desenvolvido no Japão, e é utilizado para medir as concentrações dos gases orais e sistêmicos. Detecta os componentes do hálito, separadamente, além de analisar as causas do problema.
A máquina mostra as concentrações por meio de gráfico no computador, assim, o paciente pode comprovar se possui, ou não, algum tipo de odor bucal. O mau hálito, na grande maioria, é provocado por bactérias orais que reagem a proteínas salivares para formação de compostos de enxofre.
Os microorganismos orais vivem na ausência de ar, ou seja, morrem quando em contato com o oxigênio. Então, como seria possível coletar esses microorganismos para análise laboratorial? A dificuldade da coleta das bactérias foi um obstáculo aos pesquisadores do hálito. Hoje, a tecnologia presente no OralChroma permiti identificar quais bactérias são predominantes no paciente e a intensidade de cada uma delas. A amostra de ar é coletada diretamente da boca do paciente e injetada no OralChroma, que fornece o resultado em tempo real.
O aparelho termina a medição dos gases em apenas oito minutos, e os resultados podem ser armazenados para acompanhar o progresso do tratamento. Sabe-se que cada gás possui um peso molecular, por isso, a máquina separa todos, inclusive, auxilia na identificação de outras doenças, exemplificadas como periodontite, diabetes, problemas hepáticos, problemas intestinais, dentre outros.
O objetivo imediato dos estudos foi criar um detector novo, simples, compacto, que disponha de alta especificidade e que seja capaz de distinguir as diferenças existentes entre a composição dos níveis de cada gás. Conceitos novos e extraordinários foram necessários para o desenvolvimento de um detector que funciona como um verdadeiro nariz, no entanto, eletrônico. O Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo são estados brasileiros pioneiros neste exame.

Dr. Elson Simões Reis Doutorado em Biologia Oral (USC-Bauru)
Concentração Implantologia - Cirugia Oral
Unidade Ipanema - Rio de Janeiro - RJ - Tel: (21) 3717-1797
Unidade Vila Velha - ES - Tel: (27) 3229-0607
Unidade Vitória Apart Hospital - ES Tel: (27) 3338-6164
Mais detalhes, atendimento Salvador - BA; São Luis - MA; Belém - PA, Manaus - AM
Acesso o Instituto do Hálito
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